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FORD MAVERICK JOSÉ CARLOS PACE / BOB SHARP / PAULO GOMES -DIV.1

FORD MAVERICK MERCANTIL FINASA
1000 KM BRASÍLIA. 20 ABRIL 1975 / DIVISÃO 1
JOSE CARLOS PACE / PAULO GOMES

OU

FORD MAVERICK MERCANTIL FINASA
25 HORAS INTERLAGOS, 13 DEZEMBRO 1975
BOB SHARP / JOSE CARLOS PACE / PAULO GOMES - 1º LUGAR G.


25 Horas de Interlagos, em 13 de dezembro de 1975, foi muito marcante.
Primeiro, porque a venci ( Eu,Bob Sharp / José Carlos Pace / Paulo Gomes ), até aí nada de mais, faz parte do jogo de qualquer esporte vencer ou perder. No automobilismo, entretanto, o "perder" é relativo, pois você chega atrás do vencedor e também tem seu mérito, inclusive pontos quando se trata de campeonato, e dinheiro, se há prêmios em espécie, não esquecendo os troféus. Keke Rosberg foi campeão mundial de F-1 em 1982 vencendo apenas uma prova, o GP da Áustria.

Mas marcante mesmo foi a tripulação do Maverick Quadrijet da Equipe Mercantil Finasa-Motorcraft, a representante oficial da Ford Brasil nas corridas, cuja responsável era a firma Greco Competições e o chefe de tudo, Luiz Antônio Greco, uma das figuras mais incríveis que conheci e para quem tive o enorme prazer de pilotar de julho de 1974 ao final da temporada de 1976. A tripulação do Maverick 22 era formada por ninguém menos que José Carlos Pace, o nosso inesquecível Moco, e Paulo Gomes, o rápido Paulão, além de mim, claro. E a equipe oficial só teria um carro nessa corrida, o nosso.

Naquela época as corridas de carros de turismo estavam no auge. O interesse geral era enorme e para o encerramento da temporada de 1975, nada melhor que uma prova do porte de uma 25 horas. Para mim, então, nem se fala, pilotar ao lado desses dois grandes nomes. Inclusive, o Moco havia vencido o GP do Brasil, no mesmo ano e no mesmo Interlagos, em janeiro, com o Brabham BT44B, dia de dobradinha brasileira com Emerson Fittipaldi chegando em segundo com o McLaren M23.

Eram mais de 30 carros na largada, entre os da classe A (até 2.000 cm³) e os da classe B (acima de 2.000 cm³), todos dentro do regulamento do Turismo de Série Divisão 1. Só marcas fabricadas no Brasil eram admitidas e lá estavam Chevrolet, Ford, Chrysler e Volkswagen, alta e baixa cilindrada, tudo junto.

Ficou decidido que o Paulão largaria, depois eu pegaria e em seguida, o Moco. Na largada, sob chuva, o Paulão foi para a ponta, seguido pelos Mavericks de Fernando "Toco" Martins, Arthur Bragantini e Ingo Hoffmann, depois os Opalas de Edgard de Mello Filho e Edson Graczyk. E tome chuva.

Na sétima das 25 voltas que cada um pilotaria, o limpador de pára-brisa do lado esquerdo do nosso carro "voou", caiu, mas o Paulão continuou na mesma toada até parar para reabastecimento e troca de piloto. Foi colocado novo limpador, braço e palheta, e chegou a minha vez.

Nas várias paradas àquela altura, o Opala dos paranaenses Graczyk/Tedesco/Freire passou a comandar a corrida e saí do boxe na segunda posição. Ao longe vi a névoa que ia em ritmo parecido com o meu – havia a dos carros da classe A, claro –, era o Opala do Paraná. Ao final de três voltas alcancei-o e ultrapassei. Estávamos liderando novamente. Mal comecei a quarta volta e – zapt! – foi-se o limpador de novo. De noite, chovendo e numa corrida.

Parar, nunca, questão de responsabilidade por pilotar um carro de equipe de fábrica e liderando. O jeito foi seguir como dava, usando todas as referências visuais possíveis e às vezes não, como entrar na curva 3 e manter o volante na mesma posição para fazer a curva 4 sem ver direito o que estava acontecendo na frente.

Um parêntese. Até hoje, quando estou numa estrada à noite e chove, desligo o limpador para recordar o que foram aquelas 22 voltas na 25 Horas. Francamente, não sei como foi possível para mim e para o Paulão dirigir naquelas condições e ainda por cima liderando.

Mas ainda no meu turno comecei a notar que o câmbio começou a arranhar ao passar de segunda para terceira e tínhamos cerca de 22 horas de corrida pela frente. Decidi ali mesmo não trocar marchas mais, fazer as voltas só em quarta. O V-8 Quadrijet garantia as retomadas de saída de curva sem perder muito, até no apertado Bico de Pato. Era mesmo impressionante como levantava de pouco menos de 2.000 rpm. O mais incrível é que o tempo de volta piorou pouco, eu via pela placa, coisa de 2 segundos. O Greco, que não arredava pé da mureta nunca, mesmo em provas de tão longa duração, não mostrou preocupação, de modo que tudo estava indo bem.

Parei para entregar o carro ao Moco dentro do programado, após as minhas 25 voltas, outro limpador foi colocado. Foi quando avisei sobre o problema do câmbio e recomendei ao Moco para ficar só em quarta. O Greco e mecânico-chefe Mariano, como eu, ficaram surpresos com o fato de o Maverick rodar tão bem só em quarta.

Assim transcorreu a corrida, nós sempre liderando, até que quase noite de domingo o motor começou a cortar, que logo identifiquei como entupimento. E enguiçou em plena pista, na Ferradura! "Acabou", pensei. Eu havia tido uma experiência recente com um Passat de rua meu, em que um adesivo na bóia que se soltara causava interrupção do fluxo de combustível ao ir para o pescador, e depois que o motor era desligado e cessava a sucção, havia alimentação de novo. "Pode ser isso", imaginei, e esperei coisa de 1 minuto e dei partida, o motor pegando. Fui ao box, todos desesperados, contei o que aconteceu e o mecânico Luiz Carlos, magrinho, enfiou a mão pelo grosso bocal de reabastecimento e achou um tufo de estopa! Eureka, problema resolvido, e voltei à pista.

Mas havíamos perdido a liderança em meio a essa dificuldade toda, seguíamos em segundo e andando o que podíamos, mesmo em quarta, porém aproximando mais forte e gastando freio. Duas voltas depois o Opala líder capotou (não me lembro quem era, infelizmente) e estávamos novamente na frente, assim ficando até a bandeirada de chegada, que o Moco recebeu. O Maverick terminou a prova inteiro, com o câmbio "abandonado" não apresentando nenhum problema. Só fizemos uma troca de pastilhas.

Percorremos 2.833,760 quilômetros em 25 horas, 356 voltas, praticamente sob chuva, com média global de 113,35 km/h, tempo médio global da volta 4min12s. Em segundo chegou o Opala do Ingo Hoffmann/Alex Dias Ribeiro/Alfredo Guaraná Menezes e em terceiro, outro Maverick, o de Jayme Silva/"Toco" Martins e Walter "Tucano" Barchi. A classe A foi vencida pelo Passat de Francisco Artigas e dos irmãos Mário Pedro e Luiz André Ferreira.

A nota cômica do encerramento dessa memorável vitória para a Ford e para nós foi, após a comemoração com muita champanha no prédio da administração do autódromo, o Paulão ter ido embora com seu Maverick de frota, de uso pessoal, e ao sair pelo portão 7 olhando à esquerda para ver se vinha tráfego e ter enchido o poste próximo acelerando forte em primeira..."Ih, estraguei o meu Maverick", disse com a voz meio arrastada resultado de 30 horas sem dormir direito complementado por umas boas e merecidas taças de champanha...Mas justiça seja feita, o poste era mesmo mal-colocado, tanto que depois a Light (ainda não havia a Eletropaulo) deslocou-o mais para frente no sentido do tráfego da av. Teotônio Vilela.

Tenho que fechar o post rendendo minha homenagem a Luiz Antônio Greco (1935-1992). Que grande chefe de equipe foi! Como era reconfortante vê-lo na mureta do box sinalizando para nós sem arredar o pé, até em provas longas como essa. Quando viajávamos, as refeições eram para todos os membros da equipe, nada de distinção ou luxos. Que esteja descansando em paz, ele merece.

Réplica 1/43 Resina PU com pó de alumínio
Detalhes em photoetchd e metal zamak
Interior todo detalhado
Reprodução fiel da versão utilizada no GP Brasília e/ou GP Interlagos

NÃO É MINIATURA ALTAYA / DE AGOSTINI, OU DA AUTOMODELLI.
PROJETO EXCLUSIVO TODO ARTESANAL REALIZADO PELA VOLAREBRASIL EM 2017.

Pesquisa / Texto - Bob Sharp ( AutoEntusiastas - AutoEntusiastas Glassic )
Recomendamos o site - www.autoentusiastasclassic.com.br

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